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| É com expectativa e gosto que a 33ª FNA recebe São Tomé e Príncipe como Convidado de Honra. Nesta participação marcada na sua essência pelo artesanato, a gastronomia e a música popular estarão igualmente presentes, dando o seu contributo para uma imagem mais abrangente do povo e da cultura santomenses, permitindo-nos aprofundar e sedimentar os laços históricos que nos unem os nossos povos. Em São Tomé e Príncipe o artesanato é ainda uma realidade da vida quotidiana. Um bom número de peças é de utilidade diária, respondendo às necessidades de sobrevivência das comunidades e aos seus rituais. Os materiais mais utilizados são, naturalmente, aqueles que os recursos naturais disponibilizam com particular destaque para a madeira, coco, folhas de palmeira, sementes e areia. As peças que daqui resultam vão do utilitário ao decorativo, desde fruteiras ou baldes para gelo, em casca de coco, cestaria em bambu e utensílios em osso burilado. A maior oferta encontra-se, porém, em objectos decorativos como as esculturas em madeira, caixas e quadros com relevo, rostos e máscaras, canoas, catanas e espanta espíritos. Não são, todavia, em menor número os objectos de bijutaria, sobretudo em casca de coco, entre os quais podemos encontrar anéis, pulseiras, brincos, colares, e até leques em folha de palmeira. A gastronomia espraia-se pelos pratos de produtos do mar, onde sobressai o atum, barracuda, espadarte, corvina e garoupa, sendo um dos pratos típicos o “Calulo”, feito com diversos tipos de peixe fumado, camarões, óleo de palma, tomate, cebola e uma grande variedade de picantes. As duas ilhas que formam o país foram desabitadas até 1470, altura em que os portugueses João de Santarém e Pêro Escobar as descobriram. A maior cultura do país era o açúcar, que entrou em declínio a partir do século XVI face à concorrência brasileira, tendo sido substituída, no século XIX, pelo café e pelo cacau, ainda hoje este é a principal exportação santomense. A população ronda os 150.000 habitantes, sendo a esmagadora maioria de raça negra, 90%, enquanto os brancos e os crioulos não ultrapassam os 10%, refira-se que é uma sociedade livre de qualquer preconceito racial. Longe dos grandes fluxos turísticos São Tomé e Príncipe é um paraíso perdido para quem ainda tem algum gosto pela aventura, pelo prazer da descoberta, por praias desertas rodeadas por coqueiros e pela selva tropical. Pelo mergulho e caça submarina, pela grossa pesca, em alto mar, pelo contacto com as populações e com a África equatorial. O clima é ameno durante todo o ano, o povo hospitaleiro e as paisagens luxuriantes. Um destino de férias original, no qual pode contar com hotéis e resorts de um grupo bem português. | | | |
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